No artigo anterior publicado aqui no site, discorremos sobre os principais fatores de risco para o câncer de mama. Neste novo artigo, vamos nos aprofundar um pouco mais nos fatores ambientais.

Os fatores ambientais estão relacionados ao meio ambiente de forma geral, incluindo o ambiente ocupacional (locais de trabalho), os hábitos de consumo (alimentos e medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo de vida). Números apresentados pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer dizem que 80% dos casos de câncer estão ligados a esse tipo de fator de risco.

 

Um estilo de vida perigoso para câncer de mama

Não é de hoje que o uso abusivo do álcool e do tabaco são considerados vilões da saúde. Não é diferente quando o assunto é câncer de mama. Em estudos recentes, o alcoolismo e o tabagismo, além da falta de exercício físico e a obesidade após a menopausa são fatores que podem aumentar os níveis de estrogênio no corpo e, assim, elevar o risco de aparecimento de um tumor nas mamas.

O consumo elevado de alimentos gordurosos, principalmente de origem animal, açúcares refinados e uma dieta pobre em fibras também predispõem à enfermidade. Dessa forma, para evitar ao menos esses fatores, uma vida mais saudável é o indicado: alimentação equilibrada, exercícios físicos e nada de vícios!

 

Exposição química precoce foi tema de estudo nos EUA

Viver perto de uma fábrica química ou depósito de lixo que não cuidam bem dos seus dejetos é algo bastante grave quando o assunto é o risco de desenvolver câncer, entretanto outros fatores químicos mais próximos ao dia a dia estão sendo estudados por importantes institutos no mundo todo e os primeiros resultados já estão sendo publicados em revistas renomadas.

É o caso do Silent Spring Institute, que fica nos Estados Unidos. Os pesquisadores já publicaram artigos sobre a ligação entre produtos químicos ambientais e o câncer de mama. E os estudos continuam. De acordo com os pesquisadores, ficar exposto a determinados produtos químicos, especialmente logo no início da vida, pode contribuir para que a pessoa desenvolva câncer de mama no futuro.

Estudo publicado em 2007 na revista Cancer listou 216 produtos químicos que causaram tumores de mama em animais. O estudo ainda não foi feito com seres humanos. Entre os químicos podem ser citados o DDT (diclorodifeniltricloroetano – um pesticida), as dioxinas e o PFOSA. Além disso, a poluição do ar também está associada a um risco aumentado de câncer de mama de duas a cinco vezes.  A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) considerou a poluição do ar como um carcinógeno humano em 2013.

Nos locais de trabalho, ficar exposto a níveis elevados de solventes orgânicos e componentes da gasolina também é um importante fator de risco que precisa de atenção.

 

Medicamentos e tratamentos de reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal, combinando progesterona e estrogênio, geralmente é prescrita para mulheres que se aproximam da menopausa e que sofrem com os sintomas, que podem ser ondas de calor, suores noturnos, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de humor entre outros.

Esta deve, no entanto, ser prescrita com cautela, avaliando os riscos e benefícios. Seu uso indiscriminado, sem controle e por um tempo maior do que o necessário pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários.

Os anticoncepcionais, utilizados como contraceptivos por grande parte das mulheres hoje em dia, são objetos de estudos sobre o aumento do risco do câncer de mama desde os anos 70 e 80. Não existem ainda comprovações significativas da conexão entre eles, entretanto o assunto necessita de atenção e voltaremos a ele em um próximo artigo.

 

Os fatores ambientais muitas vezes podem ser evitados com informação e mudança de hábitos. Por isso, é importante sempre buscar conteúdo de qualidade e confiável sobre o assunto, manter a saúde em dia, evitando alimentos gordurosos e praticando uma atividade física. Além de estar sempre em dia com suas consultas médicas no ginecologista ou mastologista.

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