Se você já teve câncer de mama ou se está em tratamento, esta dúvida pode estar passando pela sua cabeça. Com o recente surto de febre amarela que atinge o Sudeste do Brasil, a preocupação em vacinar-se é compreensível. No entanto, é preciso explicar porque algumas pessoas devem se vacinar e outras não. São casos particulares, ligados à imunidade de cada pessoa e ao tipo da vacina contra a febre amarela. Vamos a algumas explicações simples e diretas:

 

Já tive câncer de mama

Você já teve câncer de mama e encerrou o seu tratamento, não faz mais quimioterapia e nem utiliza medicamentos imunossupressores, você vive ou vai viajar para uma das regiões de risco, então você pode e deve se vacinar, caso nunca tenha tomado a vacina contra a febre amarela. Em uma nova diretriz do Ministério da Saúde, a validade dessa vacina passou de 10 anos para a vida toda, o que faz com quem já tenha sido vacinado não precise de uma nova dose.

 

Estou em tratamento de câncer de mama

Todas as pacientes em tratamento quimioterápico para câncer de mama não devem tomar a vacina contra a febre amarela. Esta recomendação médica está ligada ao tipo da vacina e à saúde imunológica da paciente.

A vacina contra a febre amarela é produzida com o vírus da doença vivo e atenuado. Ele é modificado em laboratório para ser bem mais fraco, não causar a doença, mas estimular a imunidade corporal e a produção de anticorpos, que vão deixar a pessoa protegida caso ela entre em contato com o mesmo vírus no futuro.

O que acontece é que a pessoa em tratamento de câncer, na maioria das vezes, faz uso de medicamentos imunossupressores, que prejudicam a imunidade do corpo e passa a não ser tão simples essa produção de anticorpos. Nestes casos, a vacina pode acabar causando a doença em pacientes que não conseguirão desenvolver a imunidade necessária para combate-la.

Se você tem dúvida se está ou não utilizando medicamentos desse tipo, converse com seu médico mastologista ou oncologista para ter mais detalhes antes de pensar em se vacinar. A orientação do Ministério da Saúde é que, pessoas utilizando esses medicamentos, após o final do tratamento, ainda precisam aguardar de 3 a 6 meses para serem vacinados.

 

Então, como faço para me prevenir?

Em consultório, oriento minhas pacientes que vivem em áreas de risco ou que precisem viajar para regiões afetadas, que utilizem repelentes diariamente, mesmo acima da roupa. É importante lembrar de reaplicar durante o dia, conforme orientação na embalagem do produto, pois cada marca possui um tempo de duração. Colocar telas nas janelas também pode ser muito útil para quem vive numa região onde há o surto.

Outra dica importante é continuar combatendo os criadouros dos mosquitos Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti, para evitar que eles se reproduzam. Então evite ter água parada na sua casa e estimule também os seus vizinhos a terem esse cuidado com piscinas, calhas, vasos, pneus e garrafas no quintal.

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